A gosto
Tem muita coisa que acho um saco.
Acho um saco fila de banco.
Acho um saco qualquer tipo de fila.
Acho um saco acordar cedo.
Acho um saco ter que dormir cedo.
Acho um saco ter que fazer silêncio por causa dos vizinhos.
Também acho um saco quando os vizinhos fazem barulho de manhã.
Minha lista de coisas que acho um saco é interminável.
Falso moralismo.
Qualquer tipo de falsidade, e de moralismo também.
Discursos socialmente corretos.
Aliás, discursos geralmente são mesmo um saco.
Não pense que eu sou um niilista que acha tudo um saco.
Gosto de cheiro de chuva.
Gosto de ver crianças brincando.
Gosto de palhaços fazendo piadas bobas.
Gosto de ver a minha avó, velhinha e cheia de rugas.
Gosto de entrelaçar os dedos nas mãos de alguém que gosto.
Gostar tem gosto de comida de mãe.
De bife suculento com arroz e feijão feito na hora.
Gostar... gostar tem gosto de coisa boa.
Comunique-se... No andar, no olhar, no respirar. Na forma como se veste, ou quando não se está vestido. Quando senta, quando deita, quando... pára! No falar, no cantar, no gritar... Sua mensagem é a forma como enxergas o mundo. Perpetue suas mensagens com o poder das... PALAVRAS!!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Voar
Voar
Que criança nunca sonhou em voar?
Aí elas crescem e ficam com medo de sonhar.
Eu cresci e continuei sonhando.
Os pássaros sempre me encantaram.
Hoje eu vôo.
Sim, hoje eu posso voar.
Quando saio de um avião preso a um pára-quedas.
Ainda melhor, posso voar de muitas outras formas.
Hoje eu vôo através do conhecimento.
Vôo através da literatura,
Vôo andando pelas ruas,
Entrando na vida das pessoas pela imaginação.
Voar... como uma criança quando sonha.
Como um adulto sonhando em voltar a ser criança
Voar acima de todos os problemas do mundo.
Voar acima das guerras e conflitos,
Voar como os pássaros após um dia de chuva de verão.
Voar, apenas voar e ver tudo de cima.
Que criança nunca sonhou em voar?
Aí elas crescem e ficam com medo de sonhar.
Eu cresci e continuei sonhando.
Os pássaros sempre me encantaram.
Hoje eu vôo.
Sim, hoje eu posso voar.
Quando saio de um avião preso a um pára-quedas.
Ainda melhor, posso voar de muitas outras formas.
Hoje eu vôo através do conhecimento.
Vôo através da literatura,
Vôo andando pelas ruas,
Entrando na vida das pessoas pela imaginação.
Voar... como uma criança quando sonha.
Como um adulto sonhando em voltar a ser criança
Voar acima de todos os problemas do mundo.
Voar acima das guerras e conflitos,
Voar como os pássaros após um dia de chuva de verão.
Voar, apenas voar e ver tudo de cima.
Limpeza da alma
Limpeza da alma
Como você lida com o perdão?
Qual foi a última vez que você baniu do pensamento,
Um desaforo ou um erro alheio?
De tanto tentar perdoar,
Por vezes me pego a pensar o que teria mesmo me feito o malfeitor.
Jorge Amado me ensinou uma forma diferente de lidar com o perdão.
“Tenho horror a hospitais, os frios corredores, as salas de espera, ante-salas da morte, mais ainda a cemitérios onde as flores perdem o viço, não há flor bonita em campo santo. Possuo, no entanto, um cemitério meu, pessoal, eu o construí e inaugurei há alguns anos quando a vida me amadureceu o sentimento. Nele enterro aqueles que matei, ou seja, aqueles que para mim deixaram de existir, morreram: os que um dia tiveram minha estima e a perderam. [...]
[...]
Encontro na rua um desses fantasmas, paro a conversar, escuto, correspondo às frases, às saudações, aos elogios, aceito o abraço, o beijo fraterno de Judas. Sigo adiante, o tipo pensa que mais uma vez me enganou, mal sabe ele que está morto e enterrado” (AMADO, Jorge. p3, 1992).
Como você lida com o perdão?
Qual foi a última vez que você baniu do pensamento,
Um desaforo ou um erro alheio?
De tanto tentar perdoar,
Por vezes me pego a pensar o que teria mesmo me feito o malfeitor.
Jorge Amado me ensinou uma forma diferente de lidar com o perdão.
“Tenho horror a hospitais, os frios corredores, as salas de espera, ante-salas da morte, mais ainda a cemitérios onde as flores perdem o viço, não há flor bonita em campo santo. Possuo, no entanto, um cemitério meu, pessoal, eu o construí e inaugurei há alguns anos quando a vida me amadureceu o sentimento. Nele enterro aqueles que matei, ou seja, aqueles que para mim deixaram de existir, morreram: os que um dia tiveram minha estima e a perderam. [...]
[...]
Encontro na rua um desses fantasmas, paro a conversar, escuto, correspondo às frases, às saudações, aos elogios, aceito o abraço, o beijo fraterno de Judas. Sigo adiante, o tipo pensa que mais uma vez me enganou, mal sabe ele que está morto e enterrado” (AMADO, Jorge. p3, 1992).
Ano novo?
Ano novo?
O mesmo ritual.
O mesmo branco.
O mesmo discurso.
As mesmas promessas (que nunca se cumprem).
As mesmas pessoas.
Você mesmo.
Sete ondas, uvas e lentilhas...
Os mesmos problemas.
O mesmo trabalho.
Coisas que se repetem.
Anos que se repetem
O que há de novo este ano?
O mesmo ritual.
O mesmo branco.
O mesmo discurso.
As mesmas promessas (que nunca se cumprem).
As mesmas pessoas.
Você mesmo.
Sete ondas, uvas e lentilhas...
Os mesmos problemas.
O mesmo trabalho.
Coisas que se repetem.
Anos que se repetem
O que há de novo este ano?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Volver
Volver
Há tempos queria estar de volta.
Há tempos estou tão próximo, mas não podia alcançar.
Há tempos eu queria estar de volta.
Os dias foram passando e as palavras vagando.
Enquanto os dias passavam, muitos lugares ficaram para trás.
Lugares que inspiram, e outros que expiram.
Perto ou longe, sempre ao alcance dos olhos.
Eu sempre quis estar de volta.
Eu estou de volta!
De volta ao lar doce lar das palavras.
Há tempos queria estar de volta.
Há tempos estou tão próximo, mas não podia alcançar.
Há tempos eu queria estar de volta.
Os dias foram passando e as palavras vagando.
Enquanto os dias passavam, muitos lugares ficaram para trás.
Lugares que inspiram, e outros que expiram.
Perto ou longe, sempre ao alcance dos olhos.
Eu sempre quis estar de volta.
Eu estou de volta!
De volta ao lar doce lar das palavras.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Em nome de quem
Em nome de quem
Onde houver discórdia
Eu levarei mais e mais intrigas
Onde houver intolerância
Eu levarei o caos
Onde houver ganância
Eu levarei o horror
Onde houver fanatismo
Eu levarei a destruição
Em minhas veias corre a ira
Os meus olhos refletem o ódio
O meu coração pulsa a violência
Minhas mãos promovem o extermínio
Alguns me taxam inevitável
Tenho muitos apelidos e inúmeras desculpas
Em um triste resumo...
Meu nome é GUERRA
Onde houver discórdia
Eu levarei mais e mais intrigas
Onde houver intolerância
Eu levarei o caos
Onde houver ganância
Eu levarei o horror
Onde houver fanatismo
Eu levarei a destruição
Em minhas veias corre a ira
Os meus olhos refletem o ódio
O meu coração pulsa a violência
Minhas mãos promovem o extermínio
Alguns me taxam inevitável
Tenho muitos apelidos e inúmeras desculpas
Em um triste resumo...
Meu nome é GUERRA
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Raciocídio
Raciocídio
Eu tenho mais ou menos 40 anos.
Eu tenho um emprego mais ou menos.
Eu sou mais ou menos feliz.
Quando eu tinha 18 anos,
Eu quase perdi a virgindade.
Quando eu entrei na faculdade,
Eu quase arrumei uma namorada.
Na minha formatura eu fiquei na dúvida se devia ir,
E quando me decidi o baile já havia terminado.
No meu condomínio tem um terraço mais ou menos alto.
Lá de cima dá pra ver quase tudo.
Às vezes eu penso que tive mais ou menos momentos de vida.
Lá em cima é possível sentir-se poderoso e frágil ao mesmo tempo.
Algumas vezes eu me pego a pensar
Sobre a linha tênue que separa a força da fraqueza,
O raciocínio do suicídio.
Eu tenho mais ou menos 40 anos.
Eu tenho um emprego mais ou menos.
Eu sou mais ou menos feliz.
Quando eu tinha 18 anos,
Eu quase perdi a virgindade.
Quando eu entrei na faculdade,
Eu quase arrumei uma namorada.
Na minha formatura eu fiquei na dúvida se devia ir,
E quando me decidi o baile já havia terminado.
No meu condomínio tem um terraço mais ou menos alto.
Lá de cima dá pra ver quase tudo.
Às vezes eu penso que tive mais ou menos momentos de vida.
Lá em cima é possível sentir-se poderoso e frágil ao mesmo tempo.
Algumas vezes eu me pego a pensar
Sobre a linha tênue que separa a força da fraqueza,
O raciocínio do suicídio.
domingo, 26 de agosto de 2007
Busca
Busca
Não importa de onde eu venho ou para onde eu vou.
Eu já morei em muitos lugares,
Executei tantas tarefas e exerci muitas funções.
Tive alguns amores e muitas paixões.
Conheci milhares de pessoas interessantes, e outras nem tanto.
Já vivi a dor, e também o amor.
Já sofri e já venci.
Já errei e já acertei.
Já plantei uma árvore,
Já escrevi muitos livros que, talvez, nem sejam publicados.
Já fiz um filho e já vi muitas pessoas perderem os seus.
Para uns, eu já fiz muito.
Para mim, ainda estou apenas começando.
Alguns insistem em dizer que eu não sei o que quero da vida.
Talvez eu não saiba mesmo.
Mas enquanto eu não souber de fato,
Não desistirei jamais de procurar.
O que é meu está em algum lugar.
Não importa se eu tenho 32 anos,
E se vou me descobrir apenas aos 60.
O que importa é que, quando eu souber o que eu quero,
Já terei feito tudo o que todos sempre desejaram.
Não importa de onde eu venho ou para onde eu vou.
Eu já morei em muitos lugares,
Executei tantas tarefas e exerci muitas funções.
Tive alguns amores e muitas paixões.
Conheci milhares de pessoas interessantes, e outras nem tanto.
Já vivi a dor, e também o amor.
Já sofri e já venci.
Já errei e já acertei.
Já plantei uma árvore,
Já escrevi muitos livros que, talvez, nem sejam publicados.
Já fiz um filho e já vi muitas pessoas perderem os seus.
Para uns, eu já fiz muito.
Para mim, ainda estou apenas começando.
Alguns insistem em dizer que eu não sei o que quero da vida.
Talvez eu não saiba mesmo.
Mas enquanto eu não souber de fato,
Não desistirei jamais de procurar.
O que é meu está em algum lugar.
Não importa se eu tenho 32 anos,
E se vou me descobrir apenas aos 60.
O que importa é que, quando eu souber o que eu quero,
Já terei feito tudo o que todos sempre desejaram.
Animal é quem pensa
Animal é quem pensa
Eu quero ser um pássaro quando eu diminuir.
Eu quero ficar pequeno vendo tudo do alto.
Abrir as frágeis asas e sobrevoar a hipocrisia e a mediocridade humana.
Eu quero ser um cão.
Para ser fiel apenas àqueles que me tratam bem.
Para ter a coragem de viver quantos amores eu bem entender.
Para encarar os maiores oponentes sem o menor medo.
Eu quero ser um animal qualquer.
Para ter a inteligência de saber que só se deve extrair do meio ambiente,
A quantidade necessária para a sobrevivência.
Não o exagero desenfreado para satisfazer a ganância.
O que nos difere dos animais não é a capacidade que temos de “pensar”.
Ambos dependem da natureza,
Mas apenas um a destrói.
Eu quero ser um pássaro quando eu diminuir.
Eu quero ficar pequeno vendo tudo do alto.
Abrir as frágeis asas e sobrevoar a hipocrisia e a mediocridade humana.
Eu quero ser um cão.
Para ser fiel apenas àqueles que me tratam bem.
Para ter a coragem de viver quantos amores eu bem entender.
Para encarar os maiores oponentes sem o menor medo.
Eu quero ser um animal qualquer.
Para ter a inteligência de saber que só se deve extrair do meio ambiente,
A quantidade necessária para a sobrevivência.
Não o exagero desenfreado para satisfazer a ganância.
O que nos difere dos animais não é a capacidade que temos de “pensar”.
Ambos dependem da natureza,
Mas apenas um a destrói.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Um brinde ao amor
Um brinde ao amor
Prepara-te!
Quando me receber,
Quero lhe apresentar o mais saboroso vinho,
Num cálice único e inacabável.
Quando provares com cuidado desta uva,
Entenderás o quão belo pode ser a fonte.
O perfume e o sabor do vinho não são extraídos da uva,
São ofertados por ela.
Não queira apenas degustar este vinho.
Produza-o!
Faça com que a uva dê a ti a sua mais pura essência.
Explore-a desde o seu nascimento.
Entenda como ela cresceu.
Descubra por quê ela foi destinada a ti.
Colha!
Retire dela a textura, o aroma e o sabor.
Deleite-se como se fosse o cálice da sua maior conquista.
Cuide!
Esta safra pode render muitas taças...
Um brinde ao sabor do amor.
Prepara-te!
Quando me receber,
Quero lhe apresentar o mais saboroso vinho,
Num cálice único e inacabável.
Quando provares com cuidado desta uva,
Entenderás o quão belo pode ser a fonte.
O perfume e o sabor do vinho não são extraídos da uva,
São ofertados por ela.
Não queira apenas degustar este vinho.
Produza-o!
Faça com que a uva dê a ti a sua mais pura essência.
Explore-a desde o seu nascimento.
Entenda como ela cresceu.
Descubra por quê ela foi destinada a ti.
Colha!
Retire dela a textura, o aroma e o sabor.
Deleite-se como se fosse o cálice da sua maior conquista.
Cuide!
Esta safra pode render muitas taças...
Um brinde ao sabor do amor.
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